FONTE DA IMAGEM: http://meninanaopode.blogspot.com/2011/01/avo.html

Eu nunca vou entender porque as pessoas querem de qualquer jeito se intrometer na vida dos outros, isso acontece constantemente em qualquer lugar, mas também acontece na família. As perguntas de sempre: ” porque você ainda está solteira? ” , ” como assim você ainda não tem um namorado? “, ” você já resolveu o que vai fazer da sua vida? “, ” está naquele emprego ainda? “, ” vai fazer o que ano que vem? “, ” porque você não vai para baladas? “, ” quantos anos você vai fazer mesmo? 23? “.
Eu não vou dizer que essas perguntas que surgem desde quando eu fiz 18 anos me deixaram traumatizada e depressiva, também não é assim, mas eu fico sim chateada, eu acho que em família não deve existir isso. Eu AINDA não tenho um namorado porque eu AINDA não achei alguém. O “alguém” que eu tô falando pode ser alguém qualquer, até porque eu nunca tive a ilusão de que só vou namorar com um “superincrívelperfeito” que provavelmente não existe. É um alguém que goste de ficar comigo, que goste de conversar comigo, de estar junto, que seja um companheiro pra tudo, então, pode ser que ainda eu dê muita cabeçada na vida, mas faz parte, são as coisas que eu tenho que viver por alguma razão não definida ainda.
Eu não vou á baladas, porque eu não gosto de baladas. Nunca pensei á respeito das pessoas que frequentam, aquela divisão estúpida de mulheres que vão não prestam, homens que vão são galinhas, a questão não é essa, a questão é gostar ou não e ponto final. Eu sei que me acham a maior aberração por isso, mas eu simplesmente não me sinto assim.
Entre tantas coisas, só posso dizer que muito me orgulho do que sou, de como penso, e das coisas que faço, e jamais eu vou me sentir mal ou me arrepender pelas vezes que não fingi ser outra pessoa.